Plano de comunicação e marketing

PATRIMONIO JUDAICO — A ABORDAGEM PELA MARCA

Uma Marca que revela mistérios e tradições guardados por séculos. A marca do Património Judaico da Beira Interior é inspirada no criptojudaísmo. Por si só, este é um fator cultural muito distintivo. O conceito explora graficamente as ideias de mistério e tradições culturais, que ora se evidenciam, ora se dissimulam.

A história do criptojudaísmo e do seu rico legado patrimonial deve refletir-se na identidade. Tratamos de traços culturais únicos e de valores materiais e imateriais que resistiram ao tempo e, ao longo de séculos, permaneceram velados. Evocamos gentes que persistiram na sua fé e preservaram modos de vida repletos de mistérios e rituais praticados à porta fechada. Por isso, esta é uma Marca com alma, com profundidade, com múltiplas camadas, com diferentes véus. Para reforçar este conceito de comunicação, a Marca do Património Judaico da Beira Interior deverá refletir as ideias de segredo, mistério, ocultação, tudo aquilo que não se revela à superfície. Em tonalidades misteriosas, da penumbra, num ambiente de formas indefinidas que vemos à meia-luz, as cores são como véus que se sobrepõem, que dão forma ao que está oculto, escondido, dissimulado.

 

PATRIMONIO JUDAICO — ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO

A presente estratégia comunicacional e de marketing ambiciona (re) estruturar um destino turístico de excelência, caracterizado pela riqueza de valores humanos e patrimoniais edificados, pela genuinidade do capital humano do passado e do presente, ainda vivo, do judaísmo existente nos concelhos de Almeida, Belmonte, Manteigas, Penamacor e Trancoso e pela diferenciação dos produtos turísticos em oferta. Neste plano de comunicação e marketing (PCM) das Aldeias Históricas de Portugal, com o Selo de Excelência do Património Judaico, pretende-se apresentar formatos de estratégia comunicacional, para o mercado interno, agregando às estratégias de eficiência nacionais as acções de promoção externa, sob gestão da Agência Promocional do Centro, e tendo, como trave-mestra, a competitiva capitalização de valor histórico humano e patrimonial existente no território

 

OS PRINCIPAIS OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS

Consolidar o Eixo de atuação

Um território duas marcas (relançamento da Marca Aldeias Históricas e conceção/lançamento da Valorização do património Judaico)

Tendo em conta o grau de maturidade e notoriedade de cada uma das temáticas.

  • Dinamização de lógicas de organização, distribuição e comercialização da Rede Aldeias Históricas de Portugal – Valorização do património Judaico.
  • Promoção de Touring Cultural e Paisagístico, no território.
  • Valorização dos Produtos, artes e ofícios ligados à tradição e à herança cultural autóctones e judaicas; - Valorização do capital intelectual do território, com focalização no turismo científico de experimentação e investigação, baseado na dinamização do Centro de Estudos Judaicos. A Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE “Aldeias Históricas de Portugal
  • Valorização do Património Judaico” assenta na valorização de dois recursos já firmadas no território em questão, e que comungam dos mesmos valores antropológicos, culturais e históricos. As Aldeias Históricas de Portugal
  • Valorização do Património Judaico, através do reforço da competitividade do território através do relançamento da Rede das Aldeias Históricas de Portugal em moldes mais comerciais e empresariais, assentes em três dimensões: modernidade, inovação e internacionalização. Estas três grandes dimensões encontram-se refletidas no PCM. A estratégica do PROVERE “Aldeias Históricas de Portugal
  • Valorização do Património Judaico”, atribui ao potencial turístico do território uma finalidade económica e social, destinada a promover a competitividade de um território fortemente afetado pelos efeitos da baixa densidade de atores, iniciativas e competências. O turismo assume-se, assim, como um dos sectores que mais poderá beneficiar pela dinamização introduzida pela Estratégia de Eficiência Coletiva, havendo, contudo, outras áreas que podem ser igualmente favorecidas, como a dos produtos locais, das artes e ofícios tradicionais, a das indústrias criativas e, associada às heranças do judaísmo, a dos produtos kosher, com grande potencial de internacionalização.